PI | Garimpeiro preso pelo Greco com cocaína tentou comprar imóvel usando esmeraldas

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Um dos alvos da operação da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, que terminou com a apreensão de uma tonelada de cocaína e sete pessoas presas na tarde dessa terça-feira (10), em Teresina, trata-se de um piauiense identificado como João da Cruz Marques, proprietário de um garimpo no estado do Pará.

As investigações iniciadas pelo GRECO e que a partir de agora seguem sob a responsabilidade da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes – DEPRE – constaram que João da Cruz Marques tentou adquirir um sítio avaliado em R$ 1.600,00, na zona leste de Teresina, utilizando esmeraldas como forma de pagamento. O imóvel seria utilizado como ponto de apoio da quadrilha que foi desarticulada nessa terça-feira, conforme detalhou o delegado Cadena Júnior.

“O principal indivíduo que estava jogando dinheiro na praça era o piauiense de São João da Serra, o João. Ele estava há 20 anos morando no estado do Pará. Ele foi arregimentado pelo dono da carga para alugar o espaço para depósito, para o recebimento de cargas e fazer a transação de alimentação e de hospedagem dos pilotos que viriam buscar uma carga. Ele relatou que era dono de um garimpo de pedras preciosas. Inclusive, ele chegou a oferecer pedras preciosas na compra de imóveis em Teresina, junto às imobiliárias. A partir desse momento que ofereceu pedras preciosas, os policiais suspeitou que ele fosse contrabandista de pedras preciosas e metais preciosos e que o Piauí poderia ser utilizado como rota. Então o Greco cercou mais esse indivíduo e que estava ao redor dele. No entanto, na quinta-feira passada chegou um carregamento com muitas caixas em um sítio na região da Cacimba Velha e os policiais do BOPE estavam fazendo esse monitoramento, viram essa movimentação e deu o start”, ressaltou o delegado Cadena Júnior.

Diante das informações, a cúpula de Secretaria da Segurança Pública se reuniu, com a presença do GRECO, BOPE, D.O.E e DEPRE e o de secretário de segurança Fábio Abreu, onde constatou-se que em virtude da grande quantidade de caixas armazenas em quatro carros, o material não se tratava de pedras preciosas ou armas, mas de drogas.

“Havia indício que eram assaltantes de bancos, de contrabando e, no final, tráfico de entorpecentes. Passamos a monitorar todos os indivíduos e com a chegada do helicóptero, na segunda-feira à noite, o secretário determinou ao comandante da operação, o delegado Tales Gomes, deflagrar as ações para não perder nenhum alvo, as aeronaves e as caixas que, possivelmente, tinham drogas. Então ontem, às 13h, o delegado Gustavo Jung deu o start para a operação começar”, explicou.

Os primeiros alvos a caírem foram localizados em uma quitinete no bairro Acarape, na zona norte de Teresina, onde as equipes flagraram quase 100% da cocaína armazenada em dois carros, uma S10 e em um Fiat Doblô. No local, foram presos dois homens. Em sequência, foram presos outros dois homens, dentre eles o piauiense, em um restaurante localizado na zona leste de Teresina, e três pilotos das aeronaves, que estavam hospedados em um hotel na Avenida João XXIII.

Logo após as prisões, a equipe do delegado Daniel Pires tomou conhecimento que o helicóptero estava na cidade de Timon, onde foi localizada mais uma caixa contendo cocaína.

Intermediário brasileiro

A Polícia Civil do Piauí trabalha com a hipótese que a cocaína seja oriunda da Bolívia e que o estado do Piauí serve como rota de passagem para o destino final, que seria os estados do Ceará e Bahia, onde o mercado consumidor do entorpecente é maior, em virtude da grande quantidade de cocaína apreendida, no valor estimado de R$ 25 milhões.

Para isso, as investigações devem determinar o intermediário brasileiro, que fazia o contato direto com o exterior, de onde partiu a droga. “Já houve apreensões de drogas em um dos estados que fazem fronteira com a Bolívia com os adesivos que encontramos nas embalagens, a marca PCU. Então, o intermediário vai lá na Bolívia, compra da fábrica, traz para cá e do Piauí era feita a distribuição. Segundo os depoimentos que foram colhidos, daqui ocorria a distribuição para os estados do Ceará e Bahia”, acrescentou o delegado Cadena Júnior.

Aeronaves

De acordo com o delegado Cadena Júnior, ao final do inquérito, as duas aeronaves que foram apreendidas durante a operação serão alvo de perdimento com o objetivo de disponibilizá-la para a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí. “O monitoramento do GRECO já viu essa questão dos carros apreendidos, eles são todos alugados e serão devolvidos. Já no caso das aeronaves, o proprietário do helicóptero afirmou que veio para o Piauí por R$ 40 mil para fazer esse frete e ao ser indagado sobre o alto valor ele relatou que somente ele fazia aquele tipo de serviço, inclusive, o André Cajé já foi preso por tráfico interestadual de drogas utilizando o mesmo helicóptero. Nós vamos pedir o perdimento desse bem à Justiça para que Secretaria de Segurança Pública destine para o Batalhão Tático de Operações Policiais – BTAP, quanto ao bimotor também será pedido para o BTAP”, finalizou.

Fonte: GP1

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